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PATRIMÓNIO MONUMENTAL Y ARTÍSTICO

ALCAZARES REAIS

Residência ocasional da coroa espanhola, é o palácio real habitado mais antigo da Europa. Desde 1988 este edifício é considerado Património da Humanidade.
Não é um Palácio individualizado, mas sim um conjunto, produto das sucessivas reformas que desde os tempos do domínio islâmico diversos monarcas foram realizando até reunir a mais variada gama de estilos, materiais e influências de quantas podemos encontrar em Sevilha. Podemos ver diferentes estilos: islâmico, mudéjar, gótico, renascentista...
O primeiro palácio foi mandado construir por Abderraman III no séc. X e foi chamado Dar-al-Imara ou Casa do Governador. Deste palácio restam- nos fachadas das muralhas que rodeiam o Pátio das Bandeiras. Na rua Joaquin Romero Murube podemos ver um arco cego que era a entrada para o antigo palácio.
Da etapa almóada resta o Patio del Yeso (Pátio do Gesso) e uma parte da muralha. A ornamentação que apresenta serviu de inspiração à posterior arquitectura utilizada na Alhambra de Granada.
O Palácio do Rei Pedro I é o exemplo civil mais importante do estilo mudéjar. Este rei tinha uma preferência especial por Sevilha e escolheu-a como capital de seu reino. Era muito aficcionado às artes e costumes islâmicos, por isso escolheu este estilo arquitectónico. A sua construção iniciou-se em 1364 e nela participaram artesãos Sevilha, Toledo e Granada. Este palácio tinha um piso térreo e só duas divisões na parte superior. A utilização como residência real deu lugar a diversos restauros e ampliações no andar de cima.
Neste palácio podemos ver belos salões e pátios: Patio de las Doncellas(Pátio das Donzelas), Patio de las Muñecas(Pátio das Bonecas), Salón de Doña Maria de Padilla, Salón de Embajadores(Salão dos embaixadores), sendo este a peça mais importante do palácio. Há que destacar as portas (obra original de 1366), a cúpula realizada em 1427 e a riquíssima decoração de gesso e azulejos das suas paredes.
O Palácio Gótico foi mandado construir por Alfonso X, o Sábio, sobre um antigo palácio almóada. Sob este palácio estão os Banhos de D. Maria de Padilla. No palácio vemos o Salón de los Tapices (Salão de Tapeçaria) e os Salões de Carlos V. Foi modificado pelas obras realizadas no séc. XVIII originadas pelo terremoto de Lisboa de 1755.
Em estilo renascentista temos a Casa da Contratação, organismo criado pelos reis católicos em 1503 após o Descobrimento da América, já que Sevilha se converteu num dos portos mais importantes da Europa porque tinha o monopólio comercial com o Novo Continente. Aqui também foram preparadas importantes expedições, como a primeira volta ao mundo. Na capela podemos ver a Virgen de los Mareantes, obra de Alejo Fernández. É a primeira representação feita na Europa sobre o Descobrimento da América.
Os jardins do Alcazar são muito belos. As influências mudéjares, renascentistas e barrocas configuraram uns jardins de grande valor histórico e de grande beleza, que reflectem os diferentes estilos de jardinagem que se desenvolviam em cada época.
Ao longo do tempo, estes jardins foram sendo enriquecidos com exóticas plantas procedentes de todos os cantos do planeta; actualmente estão catalogadas mais de 170 espécies nos seus 60.000m2 de superfície.
A saída do Alcazar realiza-se pelo Apeadeiro, amplo saguão que leva ao Pátio das Banderas. Este espaço e a fachada da porta de saída foram remodelados pelo arquitecto Vermondo Resta. Sobre o Apeadeiro existe uma sala que serviu como Armaria Real durante o reinado de Felipe V, onde actualmente se realizam interessantes exposições.

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