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PATRIMÓNIO MONUMENTAL Y ARTÍSTICO

CATEDRAL E GIRALDA

A Catedral de Sevilha ostenta o título de Magna Hispalensis desde a sua construção, sendo não só o maior edifício gótico de quantos existem, mas também um dos mais colossais de toda a cristandade.
Foi declarada Monumento Nacional em 1928 e catalogada em 1987 como Património da Humanidade pela UNESCO.
Abriga importantíssimos arquivos e bibliotecas, entre elas a Biblioteca Colombina no Patio de los Naranjos.
A sua fisionomia é produto das sucessivas ampliações e transformações sucedidas desde que no terreno se ergueu a Mesquita Maior dos almóadas, construída no século XII. Hoje em dia, os únicos resquícios que podemos ver daquela mesquita são o Patio de los Naranjos e o minarete, a Giralda, de onde podemos desfrutar de uma esplêndida vista da cidade.
Na catedral podemos admirar belas obras de arte. No Altar Maior encontra-se o Retábulo Maior, considerado um dos maiores do mundo (27m de altura e 18m de largura).
Na Capela de San Antonio podemos ver um dos tesouros da catedral, o quadro de Murillo “La visión de San Antonio”.
A Capela de la Virgen de la Antigua, uma das maiores capelas e de maior riqueza, com um fresco do século XIV da Virgem do mesmo nome, uma das padroeiras do Descobrimento da América.
O Monumento a Colón (Colombo), onde se encontram os restos do explorador.
Também podemos contemplar uma das melhores obras da escultura barroca sevilhana, o Cristo de la Clemencia, obra de Martinez Montañés.
Na Sacristía de los Cálices podemos ver quadros de grande valor, como “Santa Justa e Rufina” de Goya.
A Sacristia Maior é de grande beleza, feita em estilo plateresco e com obras de arte como a “Custodia de Arfe”, utilizada na procissão do Corpus Christi.
Na Sala Capitular a cúpula está decorada com pinturas de Murillo e podemos ver “La Inmaculada”, considerada como a mais bela de todas entre as suas obras.
Na Capela Real podemos ver a Virgem de los Reyes, imagem do século XIII, padroeira da cidade, e numa urna de prata lavrada, o corpo mumificado do rei Fernando III, O Santo, conquistador da cidade e padroeiro da mesma.

Esta torre é um dos poucos restos que sobram da antiga mesquita almóada. É considerada irmã da Kotobyya de Marraquexe e da grande torre da mesquita de Al Asan de Rabat. Muitas outras foram construídas à sua imagem e semelhança.
Projectada por Ahmed Ben Baso, sua base, estimada em 8,5m, são de silhar de pedra até uma altura de uns 2m sobre o nível do solo actual. Algumas pedras procedem de restos de construções romanas e árabes. A torre foi concluída com 82m de altura. O minarete estava coroado por quatro esferas de bronze dourado que caíram por efeito do terremoto de 1356.
Por volta de 1400 decidiu-se colocar no seu lugar uma espadana. O actual campanário foi construído por Hernán Ruiz entre 1558-1568. Coroou-o com uma série de volumes decrescentes e enriquecendo-a com cor almagre (avermelhado) e colocou-se-lhe azulejos de cor azul cobalto. Também fizeram pinturas a fresco e uns 50 relevos foram feitos sob a direcção do escultor Juan Bautista Vázquez, O Velho.
O cata-vento que coroa o conjunto, popularmente conhecido como “El Giraldillo”, simboliza a vitória da fé cristã e foi obra de Bartolomé Morel feita entre 1566-1568.
Esta “giralda” será a que por extensão dará o nome universal a toda a torre. A figura renascentista representa a uma mulher com túnica, escudo guerreiro numa mão, uma palma na outra, mede 3,5m de altura e pesa 128kg.
O novo conjunto arquitectónico alcançou os 103m de altura graças ao corpo das campanas.

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